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Secretária diz que crise na Oncologia está prestes a ser resolvida

Publicado em 22/08/2018.
Em reunião na Câmara de Vereadores Ana Costa afirmou que novo equipamento da UFPel irá aliviar demanda sobre a Santa Casa
Secretária diz que crise na Oncologia está prestes a ser resolvida

Foto: Assessoria Câmara - Lenise Slawski

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal realizou ontem uma reunião pública com a presença da secretária municipal, Ana Costa para discutir os problemas da rede pública de atendimento oncológico e, também, a realização de exames de corpo de delito em pessoas detidas pela polícia no Pronto Socorro Municipal.

O primeiro ponto a ser debatido foi o atendimento de suspeitos detidos pela Brigada Militar (BM) no Pronto Socorro Municipal. A diretora da instituição Rosana Van Der Laan explicou que em maio entre representantes das forças de segurança e direção da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) firmaram um novo acordo pelo qual apenas os suspeitos com lesões são encaminhados ao PS, sendo o resto encaminhado para o Instituto Geral de Perícias (IGP) durante o dia e a noite para a UPA e UBAI.

“Estes exames cautelares que têm como objetivo assegurar que as pessoas detidas não sofreram violência policial são responsabilidade do IGP, que não consegue atender a demanda por falta de médicos legistas, então se formulou este novo modelo com o objetivo de evitar o desconforto dos pacientes ficarem esperando por atendimento no PS enquanto uma pessoa presa é examinada”, explicou.

Dados apresentados pela diretora apontam que a partir da entrada em vigor do novo modelo, em junho, o total de atendimentos encaminhados pela BM ao PS caiu de 250 por mês para apenas 16. A secretária Ana Costa acrescentou que a Prefeitura busca junto ao Governo do Estado garantir o envio de mais legistas para Pelotas para assim retirar totalmente os exames cautelares da rede municipal. “Em setembro iremos reunir todas as partes interessadas para buscar uma solução a falta de peritos na cidade”, disse.

ONCOLOGIA – Ao abordar as reclamações recebidas pela Comissão de Saúde da Câmara sobre problemas no serviço de oncologia, a secretária atribuiu a crise a três situações distintas: a quebra do acelerador linear (equipamento que realiza o tratamento de radioterapia) do Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas, problemas nas capelas de fluxo laminar (locais onde são preparados os medicamentos usados na quimioterapia) tanto do Centro de Radioterapia e Oncologia (Ceron) como do HE/UFPel e, por fim, os problemas financeiros da Santa Casa.

Ana Costa explicou que a partir da quebra do equipamento do HE toda a demanda acabou repassada para o Ceron, gerando um aumento abrupto do número e pacientes e, consequentemente, demora na realização de procedimentos. Para minimizar o problema a Secretaria de Saúde passou a encaminhar pacientes para centros de tratamento oncológico em Rio Grande e Porto Alegre. Conforme a secretária até o momento 30 pacientes foram encaminhados para a cidade vizinha e outros 12 para a Capital. Outras 12 vagas em Porto Alegre devem ser abertas nos próximos dias, totalizando 54 vagas para atendimento fora de Pelotas. “Esta foi uma alternativa que encontramos para não deixar pacientes sem tratamento e posso dizer que a partir disso a situação está muito melhor que há 40 dias”, declarou.

A chegada do novo acelerador linear do HE/UFPel prevista para este final de semana e a previsão de que entre em funcionamento dentro de, no máximo, 90 dias foi apontada por Ana como uma boa notícia recebida nos últimos dias. “Quando esse equipamento estiver operando teremos uma outra condição no sistema”. Já as capelas de fluxo linear deveriam estar prontas nesta terça-feira, conforme informações repassadas pelos hospitais à secretaria.

FALTA VERBA – O ponto mais sensível da crise é a falta de condições financeiras da Santa Casa para cobrir as despesas com o Ceron, que conta com serviços terceirizados. “O contrato da Prefeitura é somente com a Santa Casa. A linha de cuidado é contratada em um único local e se o hospital contrata outra entidade para prestar o serviço, o município não pode repassar o dinheiro diretamente para este terceiro”, explica. Porém, segundo a secretária, diante do quadro financeiro grave da Santa Casa a Prefeitura estuda alternativas para garantir o pagamento dos serviços terceirizados e manter o atendimento aos pacientes. Não há prazo para o anúncio de uma solução definitiva.

O presidente da Comissão de Saúde, Marcos Ferreira, o Marcola (PT) declarou ao final da reunião que a comissão vai seguir acompanhando de perto as negociações da Santa Casa e Prefeitura e, propôs que a presidência da Câmara faça um balanço de suas finanças e veja se é possível contribuir com alguma quantia para garantir a normalidade do serviço. “Para pacientes com câncer um dia a sem tratamento, significa um dia a menos de vida e se temos condições financeiras de contribuir para resolver ou minimizar o problema temos que fazer isso”, disse.

CPI – Nesta quarta-feira a partir das 10h acontece a segunda reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura as denúncias de fraudes nos exames de pré-câncer de colo de útero. Os servidores da Unidade Básica de Saúde da Bom Jesus, responsáveis pelo memorando sobre possíveis problemas nos resultados dos exames devem comparecer para depor.

Texto: Assessoria de Imprensa - vereador Marcos Ferreira (PT)

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