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Médico responsável por estudo diz que sistema de prevenção do câncer do colo do útero em Pelotas é falha

Publicado em 06/09/2018.
Túlio Victor Resende realizou pesquisa em 2014 na UBS Simões Lopes
Médico responsável por estudo diz que sistema de prevenção do câncer do colo do útero em Pelotas é falha

Foto: Assessoria Câmara Municipal - Lenise Slawski

Convidado pela bancada do PDT para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura possíveis irregularidades nos laudos dos exames de pré-câncer do colo do útero em Pelotas, o médico Túlio Victor Resende afirmou que estudo coordenado por ele em 2014 aponta a existência de falhas na rede municipal de saúde para detecção precoce de casos da doença. Dados apresentados na reunião indicam que a média nacional de diagnósticos precoces é de 70%, enquanto em Pelotas é de apenas 54%.

Entre os meses de agosto e outubro de 2014 o médico, então lotado na UBS Simões Lopes, analisou os casos de 172 pacientes atendidas no posto e todos os casos analisados tiveram resultados negativos. Os exames foram todos feitos através do laboratório conveniado à Prefeitura e envolvido nas suspeitas levantadas pela equipe da UBS Bom Jesus. Questionado sobre o sistema de detecção precoce do câncer do colo do útero respondeu: “acho bastante deficitário, porque os índices estão muito aquém da média nacional e isso indica que alguma falha está acontecendo. Além disso é possível perceber que a população não enxerga a UBS como meio de prevenção da doença, infelizmente quando a mulher chega à unidade já é tarde demais”.

O médico confirmou ainda ter informações, apesar de superficiais, sobre a inexistência de exames positivos também na UBS Santa Terezinha onde trabalha atualmente, porém declarou não ter conhecimento sobre exames laboratoriais e clínicos discordantes.

JORNALISTA APRESENTA SUA VERSÃO – O jornalista Hélio Freitag Júnior responsável pela reportagem que denunciou as suspeitas de possíveis fraudes nos exames também prestou depoimento ontem. Aos vereadores, Freitag Júnior afirmou que todas as informações usadas na elaboração da matéria foram obtidas em entrevistas e conversas com servidores públicos e após longa apuração. “Recebi em abril a informação e a publicação foi feita dois meses depois. Ouvi mais de 20 pessoas além de médicos de outras unidades da rede, enfermeiras do Hospital Escola, e outros especialistas. Não me autorizaram a revelar seus nomes”, declarou.

 O jornalista aproveitou seu depoimento para levantar a questão sobre as lâminas dos exames realizados em 2014. “Só recolheram as lâminas de 2016-2018. As outras não. As lâminas de 2014 elas vencem daqui alguns meses e talvez essa prova seja difícil de obter, pois a Prefeitura ainda não pediu essa lâminas. As de 2014 é um mistério, ninguém sabe ou viu essas lâminas. O resulto da análise dessas lâminas vão bater com as denúncias?”, disse.

 Freitag Júnior ressaltou que antes da publicação da matéria a secretária Ana Costa declarou a ele ter tido conhecimento das suspeitas da equipe da UBS Bom Jesus há pouco tempo. “ela me disse que sabia do assunto a poucas semanas mas não passava de diz-que-me-diz. Ela me disse que não tinha nenhum documento oficial e, depois, em outro programa de rádio tornei a refazer a pergunta para ela voltou a negar ter conhecimento do memorando”.

EDUARDO NA MIRA DA CPI – Após os depoimentos os vereadores travaram um acalorado debate com relação ao pedido do PDT para que o ex-prefeito Eduardo Leite (PSDB) seja ouvido pela comissão na próxima semana. De um lado a base do governo liderada por Fabrício Tavares (PSD) defendeu que Eduardo e a prefeita Paula Mascarenhas (PSDB) devem ser ouvidos após o processo eleitoral, no qual Eduardo concorrer à governador. Do outro o grupo de oposição liderado por Fernanda Miranda (PSol) insistiu na presença do ex-prefeito o quanto antes diante da CPI.

“Não podemos deixar que este fórum criado para buscar apurar os fatos com relação aos exames se transforme em palco eleitoral e aprovar o convite do Eduardo hoje, amanhã estará em todo o estado e isso seja usado como arma eleitoral. Depois do período eleitoral. Caso não haja acordo nos posicionamos contra”, argumentou Tavares.

 “Acho irresponsável deixar qualquer tipo de questionamento para depois da eleição. Teremos pouco tempo para analisar depoimentos e pedir novos depoimentos, não vejo prejuízo em chamar um ex-prefeito ou a prefeita. Temos que fazer o que devemos fazer e temos que ter responsabilidade com a vida das mulheres”, respondeu Fernanda.

 Diante do impasse o presidente da CPI, vereador Marcos Ferreira, o Marcola (PT) decidiu adiar para a próxima semana a votação do requerimento. “Vamos buscar um acordo para que o ex-prefeito venha à CPI, caso isso não seja possível o requerimento será votado. Minha posição é de que ele venha o quanto antes, mas isso dependerá desta votação da próxima reunião”, disse.

 Texto: Assessoria de imprensa do vereador Marcos Ferreira (PT)

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